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IMPORTAÇÃO COMPARTILHADA: VOCÊ NÃO PRECISA DE MUITO DINHEIRO PARA COMEÇAR

Analista de Importação Profissional

Importação Compartilhada. A importação, como em qualquer outra operação de compra, precisa de uma quantidade mínima, para que os custos fixos sejam diluídos, e com isso o preço final do produto seja atrativo, viável.

Em outras palavras, não há regras de valores mínimos para ser importador, porém, quanto mais você importar, menor será o seu custo unitário, já desembaraçado no Brasil.

Porém, essa logística cria alguma confusão, principalmente para quem está começando, que acredita que se ele não tiver ´um caminhão de dinheiro´, não conseguirá fazer sua primeira importação.

Ou ainda, que a importação aérea é SEMPRE MAIS CARA, ou que para comprar da China, ele precisa lotar um contêiner e mandar para o Brasil.

Bem, existe algumas verdades nesses pensamentos, mas nem tudo está correto. E hoje, vamos explicar um pouco mais sobre CONTÊINER COMPARTILHADO e suas vantagens (e também suas armadilhas!).

Bora lá?

A IMPORTAÇÃO POR CONTÊINER

Eu tenho outros conteúdos em que falo das modalidades de embarque, suas vantagens, desvantagens, e produtos indicados.

Mas hoje, aqui, eu preciso te falar especificamente da importação marítima e por contêiner. Com isso, vamos deixar de lado cargas aéreas, e também àquelas marítimas, mas soltas (chamadas de carga projeto, ou break bulk, ou solta no porão).

Importação Compartilhada
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As importações marítimas, por contêiner, são transportadas em duas modalidades:

  • FCL (Full Container Load)
  • LCL (Less than a Container Load)

Basicamente, a diferença entre as duas opções está na exclusividade do conteúdo de cada contêiner.

Enquanto no FCL a mercadoria embarcada é exclusivamente de um importador, na LCL essa unidade ´dividiu´ espaço com outros embarcadores.

Não há melhor ou pior, mas somente situações estratégicas exigidas por cada um.

Vamos entender melhor as duas situações?

A IMPORTAÇÃO FCL

Na importação FCL, o importador está trazendo somente as suas mercadorias, e com isso, tem controle total sobre cada fase do embarque.

Ele ´preenche´ o máximo de espaço possível naquela unidade, e o embarque é direto, sem passar por nenhum outro lugar, que ele não tenha controle.

VANTAGENS DA IMPORTAÇÃO FCL

Quanto é escolhido esse tipo de embarque, é normal que o importador possua uma quantidade de produtos maior, o que vai gerar economia de escola com o frete, com o prazo de reposição, e também com o seu estoque no Brasil.

Ele também economizará com armazenagem, já que dependendo o local de desembarque, pode ter tabelas de preços negociáveis, e também em outras despesas fixas, como desembaraço aduaneiro, taxas de liberação junto a agentes de carga, despesas portuárias mínimas e transporte interno.

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É preciso falar, também, da segurança do embarque. Em uma operação exclusiva, menos transbordos serão exigidos, e a estufagem e desova acontecerão em lugares controlados. Em outras palavras, a carga terá poucos manuseios, o que diminui o risco de roubo ou danos.

Em resumo, o FCL é comumente usado quando houver mercadoria suficiente para lotar um contêiner, ou certa urgência no recebimento do material, ou ainda para àquelas mercadorias que não possam ser misturadas com outros produtos.

DESVANTAGENS DA IMPORTAÇÃO FCL

Por outro lado, esse tipo de embarque exige uma quantidade maior de capital necessário, já que um contêiner de 20’ cabem 33m3 de mercadorias, e com isso a compra inicial vai ser muito maior.

Ainda há os altos custos de frete internacional, que nos últimos 2 anos aumentaram 5.7x, pode ser uma barreira enorme para se comprar uma quantidade tão grande de produtos.

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Em tempos de alta variação cambial, mercado retraído, ou ainda, se esse importador está no estágio inicial da sua jornada, comprar um contêiner ´inteiro´ de produtos pode ser perigoso e colocar tudo a perder.

Mas, se não há capital disponível para uma compra mínimo de maior quantidade, que lote um contêiner, qual a solução?

Compartilhar esse contêiner com outros interessados pela mesma rota.

É aí que entra a disponibilidade do embarque LCL, ou compartilhado para muitos.

A IMPORTAÇÃO LCL [OU CONTÊINER COMPARTILHADO]

Um embarque LCL, less than container load, permite importar pequenas quantidades de mercadorias, com custos reduzidos, de modo que inúmeros outros importadores possam usar a mesma rota, o mesmo porto de embarque e desembarque, pagando por M3, e não mais pela unidade inteira.

Nessa situação, o frete internacional da importação vai ser proporcional a quantidade de mercadorias que for colocada na unidade de embarque, considerando também outras despesas como movimentação, estufagem, desembaraço, etc.

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Essa modalidade de embarque é também chamada de contêiner compartilhado, porque permite que um agente consolidador, que é o agente de carga, receba cargas na origem de diversos exportadores, acomode-as em um contêiner, e ao lotar essa unidade, embarque para um porto no Brasil, normalmente o que possui maiores rotas e disponibilidades.

VANTAGENS DA IMPORTAÇÃO COMPARTILHADA [LCL]

Essa modalidade de embarque e não é novidade, e já utilizado há tempos, mas nos últimos anos ela ganhou força por alguns fatores.

O primeiro fator foi a pandemia, que trouxe a reboque um caos logístico, fazendo com que as rotas tivessem aumento de preço em quase 6 vezes (saiu de 2.000 dólares para 11.500 na média, chegando a ultrapassar os 15.000 no auge).  Com um frete tão caro, os importadores buscaram alternativas de redução de custos, e o LCL foi a principal opção.

A segunda, e muito importante para mim, foi a entrada de novos importadores no mercado. Nos últimos anos, houve um acréscimo enorme de pequenas e médias empresas fazendo a sua primeira importação, para revenda em lojas físicas ou on-line.

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E é sabido que importadores em começo de jornada optam por operações pequenas, seja por medo ou então porque possuem pouco capital.  E novamente, a importação compartilhada foi a saída mais prática, barata e segura, que estava disponível.

PRINCIPAIS MOTIVOS PARA USAR UMA IMPORTAÇÃO COMPARTILHADA

Eu poderia ficar horas falando das vantagens de fazer importações no LCL, mas para economizar o seu tempo, eu preciso resumir isso em 3 apenas

  1. Você está começando agora, e não tem muito capital. Por isso, precisa adequar o seu caixa à sua realidade;
  2. Você até tem caixa suficiente, mas está começando na importação agora, e precisa testar a sua curva de aprendizado. Ou seja, vai fazer operações pequenas, para aprender o jogo, e depois dar passos maiores;
  3. Seu produto tem mudanças de demanda enorme, e você precisa fazer compras pequenas, para aproveitar oportunidades.  Você até tem capital, e tem experiência, mas não pode arriscar compras grandes, porque a qualquer momento o jogo pode virar, e você perderá muita grana.

E não imagine que apenas empresas pequenas ou em começo de jornada utilizam esse serviço, porque não é.

A importação compartilhada tem de fazer parte de um mix de opções para empresas, e sua escolha vai depender de como as variáveis daquele momento se comportam, já que tempo, manuseios e destinos não padronizados podem ser uma desvantagem, e que precisa ser avaliado.

DESVANTAGENS DA IMPORTAÇÃO COMPARTILHADA

Mas nem tudo são flores, e o importador precisa estar muito atento.

O primeiro problema encontrado é a falta de exclusividade desse embarque.  Origem e destino dependem de uma quantidade mínima para operar um LCL.

Enquanto uma importação FCL pode ter saídas semanais, no LCL o agente consolidador pode precisar de mais tempo para garantir a viabilidade da rota.  Um contêiner com 67 m3 não pode sair ´pela metade´ só para atender a exigência de 1 ou 2 importadores.

O segundo problema é o manuseio feito na carga.  Essas importações serão entregues pelo exportador em um terminal indicado pelo agente, e lá acontecerão a preparação, manuseio e estufagem.  E por mais cuidadoso que se possa ser, sempre há o risco de danos, roubos, avarias ou perdas totais, e isso precisa ser levado em conta.

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O terceiro problema está ligado às liberações alfandegárias. Por conter inúmeras mercadorias, distintas, é comum que haja maiores inspeções aduaneiras, tanto na origem quanto no destino. E qualquer problema relacionado a uma carga pode impactar todas as outras. A responsabilidade do sucesso desse embarque é compartilhada com todos, e o agente de carga responsável precisa estar bem atendo a qualquer problema, documental, de embalagem, de avaria, ou então todos serão prejudicados.

O quarto e último problema, é o pior de todos, a meu ver, que são os custos implícitos ou ocultos que essas operações estão sujeitas, que nem sempre são bem explicadas, e quando o importador percebe, já é tarde demais.

Vou explicar isso melhor agora.

OS PERIGOS DAS DESPESAS DE ARMAZENAGEM NO LCL

Sim, o principal vilão nessa operação é a armazenagem no porto de destino.

Como assim, o que uma coisa tem a ver com a outra?

Para descobrir as armadilhas existentes, é preciso entender o funcionamento da importação compartilhada, e o que ela reserva.

Quando se tem uma IMPORTAÇÃO FCL, tudo que está naquele contêiner pertence a um único importador, e ele tem a oportunidade de manter a carga no porto (zona primária) ou redestinar para um outro terminal (zona secundária).

Essa redestinação acontece por interesses comerciais, em que o importador escolhe o melhor serviço, tabelas de preços, agilidade, proximidade.

Por outro lado, quando a IMPORTAÇÃO É COMPARTILHADA (FCL), essa escolha do terminal de destino fica a cargo do Agente de Carga Consolidador, e aí começa o perigo.

Ao retirar essa escolha do importador, a carga fica à mercê de tabelas de preços que nem sempre são as melhores para o cliente final. Há despesas envolvidas no LCL que inexistem no FCL, e o importador não pode fazer nada.

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A título de exemplo, usando uma importação em Santos, eu tenho operações FCL que me custam 1.350 reais de armazenagem, por 15 dias, independente do produto, valor, desde que não seja carga perigosa, e que ela entre e saia no contêiner.

Mas no mesmo terminal, se a operação for LCL, esse valor salta para 4.300 reais, por períodos de 10 dias, sem nenhuma condição de negociação.

Como assim não se pode negociar?

Lembre-se, importador, que não foi você que escolheu aquele terminal. Você nem pode dizer para onde vai.  E com a carga já sendo ´carimbada´ para aquele terminal, por qual motivo eles negociariam tabelas melhores com você?  Eles receberão a carga, redestinadas pelo agente de carga, e não por você.  Então, eles podem cobrar mais (e cobram!).

Isso parece oportunismo?  Não posso afirmar, mas olhando a prática do mercado, há valores muito parecidos, o que sugere pouco poder de barganha para o importador e muito mais para os terminais.  E como são os agentes de cargas que destina as mercadorias (cada um tem o seu preferido), fica a impressão de que eles têm motivações para isso.

HÁ SOLUÇÃO PARA ESSE IMPASSE?

Sim, há.  Fazer contas.

Você já sabe que o ganho que terá no frete, pode ser perdido na armazenagem, e sempre que for cotar um transporte internacional LCL (importação compartilhada) precisa exigir do seu agente de carga que ele faça uma simulação da armazenagem, e que também indique para qual terminal a carga irá.

Podem até te dizer que não há essa informação, mas exija clareza antes de fechar.

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Por estar há mais de 30 anos no mercado, eu lido todos os dias com operações assim, e tenho certeza de que eles possuem tabelas negociadas com os terminais, e com isso você pode ter simulações de quanto irá gastar.

Não estou dizendo que o serviço de importação compartilhada é inviável por conta da armazenagem. Porém, preciso ser franco e claro para te orientar que nem sempre será um ´negócio da China´, se você olhar apenas o que pagará de frete, e não a cadeia logística inteira.

Você, pequeno ou grande, experiente ou neófito, precisa fazer contas de cada centavo gasto.  Precisa mapear todas as etapas, seus custos, ter preços formalizados por e-mail, para não ser surpreendido no final.

O IMPORTAÇÃO DIGITAL É A SOLUÇÃO SEGURA PARA VOCÊ

Agora que você já conhece como funciona a importação compartilhada, seus riscos, despesas implícitas, deixe-me falar com você sobre o Importação Digital.

É um serviço de transporte de mercadorias da China para o Brasil através do Container Compartilhado (LCL) China Gate, com preço fixo por M³ de 350 USD, já incluso taxas de desembaraço aduaneiro e armazenagem.

Vou repetir: Por esse preço, você não vai ter surpresa com a armazenagem, taxas logísticas e desembaraço aduaneiro.

Dentro do Importação Digital, nosso time cuida da parte logística e burocrática e o importador faz toda a parte comercial com o fornecedor até a entrega da mercadoria em nosso depósito na China.

E eu sou o despachante aduaneiro oficial desse projeto, o Importação Digital.  Pelas minhas mãos, e do meu time, passam as DIs de mais de 150 importadores, pequenos e médios, todos os meses.  Fazemos a liberação das cargas, com segurança, agilidade, previsibilidade, reduzindo custos.

Nosso serviço de importação compartilhada é forma mais fácil e de baixo custo, para quem quer começar a importar legalmente.

Quer conversar mais sobre essa oportunidade?  Então acesse essa página e conheça o nosso serviço de Importação Compartilhada..

Eu fico por aqui, e se você tiver alguma dúvida, me chame lá no Instagram.

Carlos Araújo

➡️ Empresário, despachante aduaneiro e especialista em importação empresarial.
➡️ São mais de 17 anos ajudando e inspirando pequenos e médios empresários, a importar de qualquer lugar do mundo para revender
➡️ Sua missão é simplificar os passos da importação empresarial, cortando os intermediários e aumentando os lucros
➡️ Criador da Mentoria Nos Bastidores da Importação, em que ajuda empresários a dar os primeiros passos na importação

Analista de Importação Profissional

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